Como gerar PDFs

Os PDFs são amplamente utilizados para compartilhar documentos de maneira consistente e confiável. Seja para gerar relatórios, faturas ou certificados, criar PDFs programaticamente é uma necessidade comum em muitas aplicações modernas.

O vasto universo open source de packages Go oferece várias bibliotecas para manipulação de PDFs. Um dos mais populares é o gopdf, que fornece uma API intuitiva para criar PDFs sem a necessidade de packages externos pesados ou dependência de outros softwares instalados no sistema.

Neste post, você aprenderá como usar o gopdf para criar, personalizar e exportar PDFs em Go. Vamos explorar desde um exemplo simples até recursos mais avançados, como adicionar imagens e tabelas, além de exportar PDFs via HTTP.

O package gopdf

O gopdf é um package poderoso e leve para gerar PDFs em Go. Projetado para ser simples e eficiente, ele oferece uma variedade de funcionalidades:

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Memory leaks em maps

Continuando nossa série de posts sobre garbage collector e memory leaks em Go, neste post exploraremos o que são maps e como acontecem seus memory leaks.

Antes de ler esse post, convido a ler os posts anteriores da série:

O que são maps

Map é uma estrutura chave-valor não ordenada, altamente eficientes e que baseia na estrutura de dados hash table. Internamente, uma hash table nada mais é do que um array de buckets, onde cada bucket é um ponteiro para um array chave-valor.

Cada array chave-valor tem um tamanho fixo de 8 elementos. Quando esse array está cheio (bucket overflow), um novo array de 8 elementos é criado e “linkado” ao array anterior.

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gonew: Como criar projetos a partir de templates

Ouvindo aos pedidos da comunidade, mesmo que não incorporado oficialmente ao CLI do Go ainda, o time de desenvolvimento da linguagem Go criou um novo programa capaz de ajudar a iniciar novos projetos. Seu nome, pelo menos por enquanto, gonew.

Como dito no parágrafo anterior, a finalidade desse novo programa é auxiliar na criação de novos projetos Go. Com ele, podemos utilizar um repositório template como base para novas aplicações.

Sem mais delongas, vamos meter a mão na massa, ou melhor, no teclado.

Instalação

Para conseguir utilizar esse novo programa, precisamos tê-lo instalado. A forma mais fácil, já que você muito provavelmente tem o Go instalado na sua máquina, é utilizar o comando go install.

go install golang.org/x/tools/cmd/gonew@latest
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O que é e como utilizar protocol buffers

Protocol buffers, protobuf ou simplesmente proto, é uma linguagem criada pela Google para serialização de dados. Para facilitar o entendimento, podemos comparar o protobuf com XML ou JSON. No entanto, dados serializados com proto, são MUITO menores quando comparados com as outras duas tecnologias.

Outro ponto importante é que, após escrever um arquivo proto, utilizamos um programa chamado protoc para gerar código em Go, Java, Python, C#, C, C++, entre outras linguagens. Código esse que contém todas as classes e métodos que estiverem declarados dentro dos arquivos proto.

Mas calma! Antes de falar mais sobre esse código gerado, vamos entender o que compõe e como criar um arquivo proto.

Syntax

A primeira coisa que precisamos fazer em um arquivo proto é definir sua syntax. Essa syntax nada mais é do que a versão do protobuf que iremos utilizar.

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Lista de materiais para estudar Go

Aprender uma nova tecnologia nunca é fácil, pois normalmente ficamos perdidos sobre onde encontrar conteúdo de qualidade. Nesse post, vou listar alguns locais/livros onde vou para estudar e me atualizar sobre nossa querida Golang.

Blogs

The Go Blog – blog oficial da linguagem

https://go.dev/blog/

Embora não haja atualizações constantes, você sempre irá encontrar posts importantes e sobre questões complexas, assim como anúncios de releases e pesquisas.

Aprenda Golang – Blog que você está

https://ttemporin.dev/

Pode parecer estranho eu recomendar o blog que você está, porém como eu não sei se você chegou até aqui pelo Google, vale dizer que nós postamos conteúdos semanalmente.

Nesses posts abordamos assuntos como, frameworks, benchmarks, tutoriais iniciantes e avançados sobre a linguagem e como algumas partes dela funcionam por debaixo dos panos.

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crop nurse with syringe ready to vaccinate patients

O que é e como utilizar Dependency Injection

Se você já ouviu falar mas não sabe ao certo o que é Dependency Injection ou como a utilizar em Golang, nesse post espero te ajudar a sanar as duas dúvidas.

Para que todos estejam na mesma página, antes de ver como utilizar, vamos falar um pouco sobre o que é essa tal Dependency Injection ou DI para os íntimos.

Podemos definir DI (Dependency Injection) como uma técnica onde os módulos recebem todas ou parte de suas dependências de forma indireta, ou seja, por parâmetro em uma função/método ou sendo passada diretamente para o campo de uma struct, onde tais parâmetros ou campos não tenham um tipo definido, mas sim uma interface.

Vantagens da Dependency Injection

Utilizar essa técnica ajuda com que nosso código tenha baixo acoplamento, o que torna a tarefa de refatorar partes do sistema muito mais fácil.

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snow top mountain under clear sky

Como diminuir o tamanho da sua aplicação com ldflags

Como você deve ter visto no vídeo que postamos no canal, uma das formas de reduzir o tamanho de uma imagem docker para aplicações Go é utilizando a imagem scratch como base.

Mas e o binário? Como podemos reduzi-lo sem remover código?

É isso que vamos ver nesse post.

Para que tenhamos uma base de programa para testar os comandos que vamos ver nesse post, vamos escrever uma API bem simples.

package main

import (
	"fmt"
	"log"
	"net/http"
)

func main() {
	http.HandleFunc("/", func(rw http.ResponseWriter, r *http.Request) {
		fmt.Fprintf(rw, "Olá Mundo\\n")
	})

	log.Fatal(http.ListenAndServe(":8080", nil))
}
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Como utilizar live reload para melhorar sua produtividade

Se você se sente incomodado em ter que parar sua aplicação e fazer go run novamente toda vez que faz uma alteração, esse post vai melhorar sua vida… e MUITO.

Nesse post vou te mostrar como fazer live reload de aplicações Go utilizando uma ferramenta open source chamada Air (https://github.com/cosmtrek/air).

Para testar as funcionalidades da ferramenta, vamos escrever um pequeno programa que retorna um “Olá mundo”.

Vamos inicializar um novo módulo com o comando go mod init github.com/aprendagolang/live-reload e criar um arquivo main.go com o seguinte conteúdo.

package main

import (
    "net/http"

    "github.com/go-chi/chi/v5"
)

func main() {
    r := chi.NewRouter()

    r.Get("/", func(rw http.ResponseWriter, r *http.Request) {
        rw.Write([]byte("Olá Mundo"))
    })

     http.ListenAndServe(":8080", r)
}

Como estamos utilizando uma dependência externa, vamos executar o go mod tidy para atualizar nosso go.mod, que deve ficar parecido com isso:

module github.com/aprendagolang/live-reload

go 1.18

require github.com/go-chi/chi/v5 v5.0.7

Com nosso pequeno programa escrito, vamos instalar o Air.

Por ser escrito em Go, podemos fazer sua instalação utilizando o próprio install do Go.

go install github.com/cosmtrek/air@latest

Para testar se deu tudo certo com a instalação, execute um air -v no seu terminal. Se a instação ocorreu sem problemas, você deverá ver o seguinte output:

Agora vamos criar um arquivo de configuração para o Air com o comando air init. Esse comando irá criar um arquivo chamado .air.toml com o seguinte conteúdo.

root = "."
testdata_dir = "testdata"
tmp_dir = "tmp"

[build]
  args_bin = []
  bin = "./tmp/main"
  cmd = "go build -o ./tmp/main ."
  delay = 1000
  exclude_dir = ["assets", "tmp", "vendor", "testdata"]
  exclude_file = []
  exclude_regex = ["_test.go"]
  exclude_unchanged = false
  follow_symlink = false
  full_bin = ""
  include_dir = []
  include_ext = ["go", "tpl", "tmpl", "html"]
  kill_delay = "0s"
  log = "build-errors.log"
  send_interrupt = false
  stop_on_error = true

[color]
  app = ""
  build = "yellow"
  main = "magenta"
  runner = "green"
  watcher = "cyan"

[log]
  time = false

[misc]
  clean_on_exit = false

[screen]
  clear_on_rebuild = false

Uma pequena mudança que eu gosto de fazer é mudar o time para true. Porém se você não quiser, não precisa alterar nada nesse arquivo.

Agora tudo que precisamos fazer é executar o comando air no terminal e nosso live reload já estará funcionando.

Para testar o live reload, vamos modificar o nosso r.Get("/", ... para o seguinte:

r.Get("/{name}", func(rw http.ResponseWriter, r *http.Request) {
    name := chi.URLParam(r, "name")

    rw.Header().Add("Content-Type", "application/json")
    json.NewEncoder(rw).Encode(map[string]string{
        "message": fmt.Sprintf("Olá %s!!!", name),
    })
})

Como podemos ver no terminal, a aplicação foi recompilada automaticamente.

É isso, espero que essa dica ajude a melhorar sua produtividade.

Deixem suas dúvidas nos comentários.

Até a próxima!


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Livros Recomendados

Abaixo listei alguns dos melhores livros que já li sobre GO.

Como executar migrations de forma automatizada

Se você não é muito fã de ORMs como eu, um dos problemas que você mais enfrenta é o de como realizar alterações em seu banco de dados de forma segura e automática.

Nesse post, vou mostrar como fazer isso utilizando o Migrate (https://github.com/golang-migrate/migrate), um projeto open source escrito em Go para realizar migrations em bancos de dados.

Antes de começar, embora os exemplos contidos nesse tutorial serem utilizando postgres, o Migrate suporta os seguintes bancos de dados:

mongodb+srv, firebirdsql, clickhouse, cockroachdb, mongodb, mysql, sqlserver, cassandra, crdb-postgres, postgres, postgresql, spanner, stub, cockroach, neo4j, pgx, redshift, firebird.

Tendo esclarecido esse ponto, vamos iniciar um projeto com nome github.com/aprendagolang/migrate (go mod init github.com/aprendagolang/migrate) e depois escrever uma pequena API.

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Entenda o que são os arquivos go.mod e go.sum

Se você já trabalhou ou conhece um pouco de outras linguagens, podemos comprar o arquivo go.mod ao package.json do JS, composer.json do PHP ou requirements.txt do Python.

Ou seja, o arquivo go.mod, nada mais é do que o arquivo onde o Go vai gerenciar a lista de pacotes que sua aplicação precisa para funcionar.

Além das dependências, é nesse arquivo onde o Go adiciona o nome do seu package e a versão do Go que estava sendo utilizada no momento da criação do projeto.

Essa segunda informação é muito valiosa, pois com base nela o Go vai saber quais versões das dependências externas ele pode ou não utilizar.

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